Estabelecendo Padrões

Estabelecendo padrões
Estabelecendo padrões

Todos vivemos e agimos de acordo com uma série de padrões que estabelecemos para nós ou aos quais ficamos habituados à medida que crescemos. Esses padrões determinam nossos atos, pensamentos e até reações. Mas, existe um problema: se esses padrões nunca forem analisados ou adaptados, iremos lutar contra os mesmos problemas e questões indefinidamente. Porém, o que quero dizer quando me refiro a padrões? Minha definição se baseia no grau ou nível de excelência, realização ou aprimoramento, na fixação de metas e em viver de acordo com elas.

Meus amigos sabem que adoto uma atitude muito simples quando se trata do modo de encarar a vida e de tratar dos problemas; de fato, não sou receptivo a pessoas que se queixam constantemente e reclamam de sua situação de vida. Eu sou o único responsável por onde me encontro hoje, e você é a única pessoa que pode culpar por onde está agora. É verdade que há fatos e circunstâncias que afetam nossa posição, mas depende de você decidir o que fazer com elas e somente você pode dar rumo à vida e mudar sua direção.

Certamente, você está se lembrando de pessoas que sempre culpam os outros pelos próprios problemas. Talvez, agora mesmo, você esteja dizendo para si mesmo: “Ele não conhece minha situação”. Você está totalmente certo: só você conhece sua situação e, como eu disse antes, só você pode mudá-la.

Como se sabe, em 2000 as Olimpíadas foram realizadas em Sydney. Não sou um grande fã de atletismo, mas fiquei grudado à televisão quando se iniciou a prova de salto em altura. A altura para qualificação era de 2,28 metros. Esse era o padrão fixado para todos que estavam dispostos a fazer uma tentativa. Se você ou eu tivéssemos querido “tentar o ouro” nessa modalidade, deveríamos ter obtido a qualificação meses antes só para entrar na competição e, então, superar os 2.28 metros em nosso primeiro salto.

Todos vivemos compreendendo e aceitando certos padrões preestabelecidos. Por exemplo, há leis que devemos seguir; é o modo como cumprimos esses padrões predeterminados que define o sucesso que teremos em nossas vidas pessoais.

Agora, voltemos ao salto em altura. O que aconteceria se o competidor que se apresentasse para fazer a primeira tentativa parasse justamente diante da barra e se queixasse de que a altura era “injusta” e exigisse que fosse baixada? Ele fracassaria.

Algumas pessoas atravessam a vida tentando fixar padrões mais baixos para si mesmas, porque acham que é isso o que merecem; caminhamos na direção de nossos sonhos e metas e desistimos precisamente quando estamos para dar o salto, porque sentimos que será difícil demais. Só podemos nos sobressair e crescer se nos obrigarmos continuamente a melhorar.

Durante a infância, nosso pai costumava fazer observações divertidas. Eu só compreendi qual era sua intenção quando cheguei ao final da adolescência. Uma vez, ele se saiu com esta: “Se você não fizer pontaria em nada, sempre vai atingir alguma coisa”. Infelizmente, é assim que algumas pessoas passam pela vida: elas simplesmente “existem”. Que desperdício… Não sei quanto a você, mas quero causar impacto em tudo o que eu fizer.

Vamos voltar aos atletas por um instante. Quando o competidor salta a primeira marca, está qualificado para tentar uma segunda marca mais alta. Quando fazemos coisas e melhoramos nosso desempenho podemos tentar superar novos desafios; isso ocorre porque os padrões que fixamos para nós mesmos são os parâmetros para nosso sucesso.

Deixe-me apresentar um exemplo pessoal. Eu não tinha nenhuma experiência quando decidi iniciar meu próprio negócio. Quase todos a quem revelei minha ideia apressaram-se em me informar que as estatísticas mostravam que 80% dos pequenos negócios faliram no primeiro ano de funcionamento, que 80% das empresas restantes fechavam no segundo ano e assim por diante. Eu estava determinado a não fazer parte dessa estatística. Como primeira meta, estabeleci meus próprios padrões. O primeiro a ser criado foi: “Não fracasse”. É verdade que dificuldades me esperavam, mas, como uma de minhas metas era não falhar, meu modo de ver as coisas estava bem delineado; eu não me concentrava em perspectivas desfavoráveis, pois estava focado em meu sucesso.

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Extraído do livro Atitude!, autor Justin Herald – Curitiba/PR – Editora Fundamento Educacional, 2004. Clique aqui e veja no site da editora.

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